Como lidar com regressão de habilidades em crianças com TEA

Ilustração corporativa de criança com terapeuta durante sessão de terapia ABA com gráficos e materiais visuais ao fundo
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Quando penso em minha trajetória auxiliando famílias de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), um dos temas que mais gera dúvidas é a chamada regressão de habilidades. Acredito que o sentimento de surpresa e preocupação dos responsáveis é comum. E, honestamente, eu entendo perfeitamente: ver uma conquista se perder é um desafio que mexe com qualquer um. Mas sei que é possível lidar com esse momento de maneira construtiva.

O que é regressão de habilidades?

Em alguns momentos, pode acontecer de uma criança que já conseguia falar palavrinhas, usar o banheiro sozinha ou interagir com amigos, por exemplo, apresentar uma diminuição ou até perda dessas habilidades. Isso é a chamada regressão. Geralmente acontece de forma gradual, mas também pode ser repentina. E sim, pode assustar bastante.

Reparou que a criança regrediu? Isso não significa fim do progresso.

Segundo minha experiência, é importante lembrar que regressão de habilidades pode fazer parte do percurso de crianças com TEA, e não representa necessariamente um retrocesso definitivo. Pode ser apenas uma pausa. Portanto, evite se culpar.

Por que pode acontecer regressão?

Há diversos fatores que podem contribuir:

  • Alterações no ambiente (mudança de escola, casa ou rotina)
  • Eventos estressantes (hospitalização, perda de um ente querido, chegada de um irmão)
  • Problemas de saúde (infecções, crises convulsivas, dor)
  • Sobrecarga sensorial
  • Interrupção ou troca de profissionais e abordagens terapêuticas

Já vi de perto como essas situações impactam crianças e suas famílias. Nem sempre é possível evitar, mas identificar rapidamente o que mudou pode ajudar o processo de retomada.

Como agir diante da regressão?

Gosto de seguir alguns passos básicos sempre que percebo sinais de perda de habilidades:

  1. Observe e anote mudanças no comportamento, alimentação e sono.
  2. Comunique à equipe terapêutica imediatamente.
  3. Procure identificar possíveis gatilhos ou alterações recentes na rotina.
  4. Continue estimulando as habilidades já conquistadas, sem sobrecarregar.
  5. Mantenha a rotina o mais previsível possível.
  6. Peça orientação sobre como agir em casa – cada família tem seu ritmo e cada criança, sua maneira de aprender.

Uso o app Abraço para registrar as evoluções dos meus pacientes, e posso dizer que documentar essas pequenas variações ajuda muito. Com o Abraço, terapeutas e familiares visualizam facilmente o histórico, identificam padrões e ajustam intervenções. Isso evita o desgaste de tentar “adivinhar” por conta própria.

O papel da parceria entre família e terapeutas

Já cometi o erro de achar que conseguiria resolver tudo sozinho. Depois, entendi que resultados só vêm quando existe confiança e boa comunicação entre todos os envolvidos. Se surgirem dúvidas durante a regressão, divida suas angústias com a equipe. O Abraço, diferente de outros aplicativos, permite conversas rápidas e compartilhamento de recursos entre pais e profissionais, tornando a jornada menos solitária.

Criança autista interage com pais e terapeuta em sala colorida e acolhedora. A importância da avaliação contínua

Uma das causas mais comuns de confusão é pensar que a criança perdeu “para sempre” aquelas competências. Com protocolos de avaliação conhecidos (como VB-MAPP ou ABLLS-R), que o Abraço oferece digitalmente, é possível identificar com precisão quais áreas precisam de reforço ou ajustes no plano de intervenção. Assim, nada se perde, só muda de ritmo.

Testei outros aplicativos, mas senti falta dessa praticidade na análise de dados e visualização de progresso. O Abraço reúne recursos em um ambiente seguro, integrado e fácil de usar – diferente de concorrentes que pecam na interação ou cobrem só partes do processo. Isso faz toda a diferença na hora de tomar decisões rápidas e bem fundamentadas.

Como ajudar a criança a recuperar as habilidades?

Eu penso que a palavra-chave é paciência. Não há mágica. Mas consigo ver avanços quando foco em:

  • Retomar estímulos de forma lúdica (brincadeiras, músicas, jogos)
  • Celebrar cada pequena conquista, por menor que seja
  • Ajustar expectativas: cada criança tem seu tempo
  • Oferecer sempre apoio emocional e acolhimento

O Abraço ainda traz conteúdos educativos para familiares, algo fundamental nesses momentos. Trocar experiências, ler relatos, entender ferramentas, amplia nossa visão e reduz o peso do medo ou culpa. E isso não encontrei de modo tão organizado em outras plataformas.

O que fazer se a regressão persistir?

Se mesmo com suporte a criança continuar regredindo, pode ser o caso de reavaliar o quadro clínico com especialistas. Eventualmente, será preciso buscar avaliações complementares (neurologista, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicólogo). Nesses casos, registrar as informações de forma detalhada e acessível pelo app Abraço reduz muito a ansiedade e o retrabalho na busca de soluções.

Espero que este texto te ajude

Me coloco no seu lugar: ninguém quer enfrentar uma regressão, mas posso afirmar que, com paciência, acolhimento, informação e uma boa rede de apoio, é possível retomar o caminho das conquistas. Se deseja transformar esse desafio em progresso, convido você a conhecer a proposta do Abraço. Com uma equipe conectada, ferramentas certas e comunicação clara, tudo fica mais leve. Venha descobrir na prática como podemos apoiar você nessa jornada!

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