No mundo da Terapia ABA, encontrar maneiras que realmente engajem nossos pequenos pode ser um desafio e tanto. Sempre gostei de brincar com novas ideias. Vi que, quando introduzimos fantoches, o olhar das crianças muda. Um sorriso aparece, a curiosidade acende. E é nesse clima lúdico que as intervenções ganham cor e significado.
Ao planejar sessões usando o aplicativo Abraço, percebo como o registro detalhado dos avanços é ainda mais valioso quando acompanhamos estratégias divertidas, como atividades com fantoches. A seguir, compartilho sete ideias práticas que eu já experimentei ou vi colegas aplicarem, e que podem transformar a sua rotina na ABA.
Por que usar fantoches em sessões de ABA?
Fantoches não são apenas brinquedos. Eles despertam empatia, facilitam a expressão e aumentam a atenção. Na minha experiência, vejo que a criança se sente segura para se comunicar, treinar habilidades sociais e até colaborar na resolução de pequenos conflitos imaginários.
A voz do fantoche pode alcançar onde as palavras do adulto não chegam.
Inclusive, com o aplicativo Abraço, organizo e analiso os efeitos dessas práticas, identificando quais situações geram mais progresso. Isso nunca foi tão fácil e visual antes.
Ideias práticas para usar fantoches na ABA
1. Apresentação de emoções
Pequenos desafios emocionais são comuns no autismo. Uma das minhas estratégias preferidas é deixar os fantoches “sentirem” tristeza, raiva e alegria. Depois que o fantoche expressa seu sentimento, incentivo a criança a sugerir como o boneco pode reagir melhor naquela situação.
2. Treinando contato visual
Já vi mais sucesso em manter o contato visual quando o fantoche faz uma “brincadeira do olhar”, como esconde-esconde ou pede que a criança o olhe nos olhos para continuar uma música. Parece simples, mas para muitos pequenos é um desafio. O lúdico torna isso mais leve.
3. Histórias sociais com fantoches
Gosto de criar pequenas narrativas a partir de situações que acontecem no dia a dia da criança, como dividir brinquedos ou pedir ajuda. Os fantoches encenam essas histórias, tornam o momento divertido e diminuem a pressão social. No Abraço, registro a reação e adapto para a semana seguinte.
4. Reforço positivo e instruções
As crianças tendem a seguir orientações dos fantoches “amigos” com mais facilidade. Após a conclusão de alguma tarefa, deixo o fantoche elogiar a criança de forma animada, batendo palmas ou até fazendo uma dança curta. O reforço ganha vida e fica na memória.
5. Apresentação de escolhas e preferências
Em vários momentos, o fantoche pode oferecer duas opções: dois brinquedos, duas cores, ou dois lugares para sentar. Usar os fantoches nesse formato ajuda a criança a se posicionar e a ter mais autonomia na escolha. O resultado é mais participação e até redução de comportamentos resistentes.
6. Brincar de turnos e esperar a vez
Ao jogar um jogo simples de “vez do fantoche” e “vez da criança”, trabalhar turnos se torna muito mais tranquilo. O fantoche pode errar, pedir ajuda ou até improvisar uma reação engraçada se esquecer as regras, ensinando de forma natural como lidar com erros ou esperar a vez pacientemente.
7. Comunicação alternativa com fantoches
Quando a criança ainda não se comunica verbalmente, os fantoches servem como exemplos para indicar objetos, apontar, ou usar pictogramas. Já criei até cartões com rostos de fantoches para ajudar a criança a expressar sentimentos. No Abraço, consigo vincular essas atividades às competências avaliadas em protocolos como VB-MAPP ou ABLLS-R.
Como organizar e acompanhar resultados?
Na comparação entre aplicativos, vejo que alguns rivais, como aplicativos importados, até oferecem registros, mas são limitados em português, dificílimos de personalizar e com poucas ferramentas de avaliação reconhecidas no Brasil. O Abraço se destaca por permitir criar registros detalhados de cada intervenção lúdica e por incluir guias valiosos como o Portage e o Checklist Denver.
O acompanhamento detalhado com Abraço potencializa o valor de cada atividade lúdica na rotina do terapeuta e da família.
Eu mesma já comparei as funcionalidades, como o acesso fácil a dados do progresso, o contato direto entre família e equipe, e a possibilidade de agendar retornos integrados às intervenções planejadas. A experiência é fluida e multidisciplinar, sem perder o lado humano.
Dicas rápidas para incorporar os fantoches na sua rotina
- Planeje com antecedência os temas abordados
- Deixe a criança manusear e dar voz ao fantoche
- Observe quais tipos de personagens mais engajam
- Use diferentes tons de voz e expressões
- Registre no Abraço tudo que funcionou (ou não)
Abraço e a alegria de aprender brincando
Sei como pode ser desafiador inovar no dia a dia terapêutico sem perder de vista o objetivo. Por isso, recomendo testar pelo menos uma dessas ideias de intervenção lúdica com fantoches, criando registros e observações usando o Abraço. Você vai se surpreender com o engajamento!
Quer transformar suas sessões com mais conexão e resultados? Conheça as soluções do Abraço e comece um novo ciclo de evolução para terapeutas, famílias e crianças dentro da Terapia ABA.












