Eu já presenciei muitos cenários em que os avós são figuras fundamentais na rotina de uma criança autista. Muitas vezes, eles estão na linha de frente junto com pais, terapeutas e outros cuidadores. Mas ao falar de intervenção ABA (Análise do Comportamento Aplicada), percebo que pode surgir uma dúvida: como envolver de verdade os avós nesse processo, tornando cada momento em família mais proveitoso para a criança?
Por que os avós fazem diferença?
Ao longo dos anos, vi nas sessões e conversas de acompanhamento a força dos avós. O amor, a paciência extra e a experiência de vida deles são aliados poderosos. Mas existe outro lado: por vezes, sentem-se confusos ou inseguros diante de orientações novas, materiais desconhecidos ou uma linguagem que não é familiar.
Avós compreendidos e bem orientados são apoio de ouro no tratamento do autismo.
No Abraço, muitos pais me relatam como uma avó atenta ou um avô disposto transformam desafios cotidianos em oportunidades de desenvolvimento real.
Quais são os desafios para envolver os avós?
A primeira barreira costuma ser o desconhecimento. ABA é uma abordagem detalhada, com técnicas próprias e termos que parecem difíceis para quem cresceu em outra época. Eu já ouvi perguntas muito sinceras: “Por que não posso deixar ele repetir as palavras?” ou “Por que é importante seguir a rotina?”.
Além disso, existe também um receio de “errar” ou de não conseguir acompanhar. E, claro, nem sempre os avós querem abrir mão de algumas práticas antigas ou crenças familiares.
Como envolver os avós de maneira leve?
Envolver não é apenas informar. Significa criar sintonia, abrir espaço para o diálogo e mostrar na prática os benefícios de cada atitude. Separei algumas dicas que funcionaram muito bem em minhas experiências:
- Converse olhando nos olhos, explicando o porquê de cada estratégia ABA.
- Mostre vídeos ou exemplos concretos relacionados à rotina familiar.
- Peça para o terapeuta incluir os avós nos encontros, mesmo que só por alguns minutos.
- Inclua-os de forma gradual, sem sobrecarga.
- Valorize pequenas conquistas e mostre como sua participação é reconhecida pela criança e pelos pais.
É nesses detalhes que o uso da tecnologia faz diferença. O aplicativo Abraço permite que pais e terapeutas compartilhem relatórios, vídeos e orientações de forma visual e acessível para toda a família, inclusive avós. Assim, o acompanhamento e o aprendizado acontecem em conjunto, sem pressão.
Como posso ensinar ABA para meus pais?
Ensinar começa por escuta. Sempre incentivo: ouça o que os avós têm para dizer. Depois, traga informações em linguagem simples, sem siglas, sem pressa.
Eu costumo recomendar:
- Aproveitar recursos visuais (cartazes, quadros, vídeos curtos são ótimos aliados).
- Focar em um ou dois conceitos por vez, como “reforço positivo” ou “comunicação alternativa”.
- Praticar junto: faça da hora do lanche, por exemplo, um momento de reforço ABA, pedindo para que alternem comandos simples e elogios.
No Abraço, existe uma seção de recursos educacionais explicando protocolos reconhecidos, como o VB-MAPP e o ABLLS-R, em uma linguagem clara, acessível até para quem nunca teve contato com o tema. Isso diferencia bastante o nosso aplicativo de outras soluções do mercado, porque focamos em acolhimento, não apenas em conceitos técnicos. Em outras plataformas até existem materiais, mas muitos são técnicos ou estão em inglês, o que não ajuda no cotidiano de famílias brasileiras.
Como lidar com opiniões diferentes?
Nem sempre o diálogo é fácil. Já vi situações em que os avós questionam os limites ou as recomendações dos terapeutas. Em muitos casos, a resistência vem do medo do desconhecido ou da vontade de proteger a criança à sua maneira.
Então, sugiro algumas estratégias:
- Explique que cada família é única, mas o objetivo sempre é o bem-estar da criança.
- Encoraje os avós a perguntar, participar, opinar e também a ouvir as novas orientações.
- Use exemplos do dia a dia para mostrar resultados (quando a criança responde a um comando, por exemplo).
- Mostre pesquisas e materiais acessíveis, sempre adequados ao perfil dos avós.
O Abraço também facilita esse tipo de conversa, já que permite mensagens diretas entre profissionais, pais e avós, além de registros fáceis para acompanhamento. Isso evita ruídos e aproxima todo mundo.
Como saber se os avós estão realmente envolvidos?
Um ponto importante: o envolvimento se mede pela presença verdadeira no cotidiano e pelo interesse em aprender, e não por perfeição nas técnicas ABA. Eu já vi avós que se emocionam ao contar pequenas vitórias, como conseguir fazer o neto pedir algo usando um cartão de comunicação.
Sinais claros de envolvimento incluem:
- Participação nas reuniões e atividades propostas;
- Busca ativa por informações;
- Disposição em aceitar orientações e testar novidades;
- Troca constante de mensagens e relatos com pais e terapeutas (um forte diferencial do Abraço, inclusive).
Celebrar juntos cada conquista motiva todos a seguirem aprendendo e apoiando a criança.
Conclusão: avós, família e tecnologia andando juntos
Na minha visão, quando avós, pais, terapeutas e crianças estão em sintonia, o processo ABA se torna mais natural. E quando a tecnologia apoia esse vínculo, tudo fica mais leve. O Abraço nasceu justamente dessa ideia: reunir informações confiáveis, comunicação direta e materiais educativos fáceis de entender, tornando toda a jornada mais humana para as famílias, especialmente para os avós, que tanto têm a agregar.
Se você quer uma ferramenta que facilite esse envolvimento e aproxime ainda mais os avós do tratamento do autismo, recomendo que conheça o aplicativo Abraço. É um apoio pensado para a vida real, para as famílias brasileiras e para quem sabe a diferença que um abraço faz.











